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Biden diz que Hamas deve ser eliminado, mas reforça que seria um erro Israel ocupar Gaza

Biden diz que Hamas deve ser eliminado, mas reforça que seria um erro Israel ocupar Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a afirmar, no domingo (15.out), que o grupo palestino Hamas, atualmente dominante na Faixa de Gaza, deve ser eliminado por Israel. A declaração aconteceu em meio à preparação do exército isralenese para lançar uma ofensiva terrestre na região - onde mais de 2,7 mil pessoas já morreram.


"O que aconteceu em Gaza, na minha opinião, é [culpa do] Hamas e dos elementos extremistas do Hamas, que não representam o povo palestino. E penso que seria um erro se Israel ocupasse Gaza novamente", disse Biden ao programa 60 Minutes, reforçando que deve haver um caminho para a existência de um Estado palestino.


Em resposta, o embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Gilad Erdan, disse que o governo não tem intenção de ocupar a Faixa de Gaza. Segundo ele, a operação militar tem como objetivo de, se não destruir, extinguir as capacidades terroristas do Hamas, além de liberar os reféns feitos pelo grupo no último dia 7.


"Só o Hamas é o culpado pela situação. Gaza tem tudo o que precisa, mas nos últimos 16 anos o Hamas utilizou o dinheiro e os recursos para transformar Gaza numa máquina terrorista. A pressão internacional deveria recair sobre o Hamas, e não sobre o Estado de Israel. Continuaremos a operação até que os objetivos sejam alcançados", disse Erdan.


A Faixa de Gaza é um território palestino de 41 km de comprimento e 10 km de largura, que faz fronteira com Israel e Egito. O local, que tem o território menor que a cidade do Rio de Janeiro, é abrigo de 2,1 milhões de pessoas e está entre os alvos constantes do exército israelense, que, além dos bombardeios, está planejando uma ofensiva terrestre na região.


A situação vem ficando mais crítica com o isolamento feito por Israel, que diminuiu drasticamente o fornecimento de alimentos, água e combustível. Em meio ao cenário, organizações internacionais continuam apelando pela abertura de um corredor humanitário para a passagem de suprimentos, bem como de civis para o Egito.


SBT

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