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Câmara reduz número de vereadores para Prefeitura não cobrar taxa do lixo da população

Câmara reduz número de vereadores para Prefeitura não cobrar taxa do lixo da população

Os vereadores da Câmara de Três Lagoas aprovaram, nesta terça-feira, em segunda votação, o projeto de lei que reduz de 17 para 15 o número de vereadores no Município.


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que o Município poderia chegar a 19 vereadores, mas o projeto aprovado nesta terça deixará o município com quatro a menos do que poderia.


O vereador Davis Martinelli explica que a redução do número de vereadores e do duodécimo, de 6% para 4% da arrecadação, foi a saída encontrada para impedir que a prefeitura cobre taxa do lixo da população.


“A solução foi diminuir o número de cadeiras e o duodécimo para não cobrar a taxa e a economia pagará a taxa”, justifica. A expectativa é de uma economia de, aproximadamente, R$ 15 milhões.


“A fim de demostrar a adequação da proposta cita-se o exemplo da cidade vizinha de Araçatuba-SP, que segundo o IBGE tem população estimada de 199.210 [cento e noventa e nove mil e duzentos e dez) habitantes e conta com 15 vereadores. destarte, considerando que Três Lagoas tem uma população estimada de 125.137 (cento e vinte e cinco mil e trinta e sete) habitantes e conta com 17 vereadores, resta evidente que a redução do número de vereadores de 17 para 15 não implicará em qualquer prejuizo a representação popular”, diz parte da justificativa.


A vereadora Sayuri Baez (Republicanos) criticou a decisão. “Essa saída foi um forma de ficar menos feio para o executivo, que contratou uma empresa por quase R$ 1.500.000,00 para fazer o estudo da taxa e na hora que a população se movimentou e criticou e cobrou todos os políticos, eles tiveram essa saída do duocecimo e de tirar 2 vereadores na próxima eleição. foi uma saída para justificar a pressa de implantar a taxa de forma errônea”, declarou .


Polêmica


Em maio, o prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, adiou, por três meses, a cobrança da taxa do lixo. O imposto, que já é impopular, ganhou ainda mais crítica quando o prefeito lançou o valor na conta de água, dando a opção para que aqueles que não concordassem fossem até a prefeitura para desvincular.


A cobrança causou polêmica e o vereador Davis Martinelli fez uma denúncia ao Ministério Público Estadual, alegando violação dos direitos do consumidor.


“Tendo em vista que essa cobrança conjunta do serviço prestado de água, esgoto e do lixo representa uma nítida violação ao interesse coletivo dos consumidores e diante da impossibilidade de realizar-se uma solução conciliada junto aos requeridos, alternativa não há senão a propositura de judicialização da presente demanda para que este órgão ministerial possa intervir e evitar a lesão ao interesse coletivo dos consumidores”, alegou o vereador.


Martinelli pontuou que o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Consumidor, expediu orientação às Promotorias do Consumidor para tomarem todas as medidas necessárias para impedir que as Municipalidades façam a cobrança casada da “taxa do lixo”, ou qualquer outra exação, na fatura de água e esgoto, energia elétrica ou telefonia, sem autorização expressa do consumidor.


No entendimento do vereador, na cobrança casada haveria diversas violações a direitos do consumidor:


– Liberdade de escolha sobre o pagamento da conta de água e da taxa (art. 6º, II, CDC);


– Proteção contra práticas abusivas impostas pelo fornecedor de produtos e serviços (art. 60, IV, CDC);


– Direito a não exposição ao ridículo pelo não pagamento do debito que julgue indevido (art. 42, CDC), e


– Proteção contra cláusulas abusivas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada e incompatível com a boa-fé e a equidade (art. 51, IV. CDC).


Foto: Divulgação/Câmara



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